Festival no Batel, em Curitiba, leva música e feira de artesãos às ruas do entorno
Entre 12 e 15 de junho, quarteirões do Batel — tradicional bairro nobre de Curitiba — recebem o terceiro Batel na Rua, festival gratuito que combina shows, feira de artesãos e intervenções culturais. A programação ocupa trechos da Rua Comendador Araújo e das adjacências da Praça Santos Andrade, com interdição parcial de tráfego nos fins de tarde.
A organização é do coletivo cultural Entorno, em parceria com a associação de lojistas do bairro e apoio da Prefeitura via edital de fomento à economia criativa. O festival nasceu em 2024 com foco em artistas independentes da região metropolitana que não têm espaço em grandes casas de show.
Programação e horários
Nos quatro dias, a feira abre às 16h com sessenta barracas de artesanato, design autoral e gastronomia de pequenos produtores. Os palcos — dois montados em cruzamentos fechados — sobem a partir das 18h30. Na sexta, o destaque é o grupo de samba Raízes do Pinheirinho; no sábado, DJs e produtoras de música eletrônica curadas por coletivo local; domingo reserva roda de choro e encerramento com orquestra de jovens músicos de São José dos Pinhais.
Toda a programação está publicada no site do festival e em cartazes espalhados em paradas de ônibus do entorno. Acesso recomendado por transporte público: linhas que passam pela Rua Bruno Filgueira e pela Avenida do Batel terão reforço, segundo o URBS.
Comerciantes dividem opiniões
Para alguns lojistas, o fechamento parcial de vias é incômodo. "No sábado à noite já é difícil estacionar; com festival fica pior", reclama gerente de boutique na Comendador Araújo. Outros veem retorno. "Ano passado vendemos trinta por cento a mais no fim de semana do evento", conta dono de cafeteria na mesma rua.
A associação de lojistas negociou com a organização horários de montagem que não coincidam com o pico de almoço e desmontagem que libere vagas até a meia-noite. Há também cupons de desconto em estabelecimentos parceiros distribuídos na feira.
Artesãos da periferia
Um terço das barracas é reservado a produtores de municíios como Araucária, Fazenda Rio Grande e Colombo — critério definido para ampliar renda fora do eixo central. Cerâmica, bordado, cerveja artesanal e doces regionais compõem o mix. "É a primeira vez que venho vender no Batel", diz artesã Neuza, de Araucária. "O custo da barraca é simbólico e o público pergunta de onde vem o trabalho."
Infraestrutura e segurança
A organização instalou banheiros químicos, pontos de água gratuita e tenda de primeiros socorros em parceria com guarda municipal. Equipe de limpeza atua a cada duas horas. A Guarda Municipal informou reforço de vinte agentes no período noturno.
Para moradores de prédios no entorno, a organização enviou circular com telefone de plantão para reclamações de som. Volume deve ser reduzido após 22h, conforme alvará da prefeitura.
Como acompanhar
A Bravita publicará cobertura ao vivo no domingo, 15 de junho, com fotos e depoimentos de participantes. Para sugerir eventos locais em outras cidades, escreva para [email protected]. Mais reportagens sobre cultura de rua estão em Eventos locais.